Ontem (momentos antes de passar muito mal durante o banho) fiquei refletindo sobre o que é pra mim essa gravidez e o tanto que ela me transformou não apenas em uma criatura meio convexa, mas em uma criadora que se orgulha constantemente de sua força e coragem.
Já confessei a algumas pessoas o quanto tive medo no início. Um medo que não andava sozinho e sim acompanhado de zilhões de dúvidas e incertezas e lágrimas e gritos de nervosismo.
Para quem não sabe, o Heitor ficou no anonimato por longos 4 meses e hoje me perguntam: "como você aguentou?" ou então me elogiam: "é, você aguentou!". Sempre me perguntam porque não pedi ajuda, porque não falei no início, porque guardei isso pra mim, etc etc etc.
Quem me conhece sabe que sou completamente dramática, faço tempestade em copo d'água e faço pequenos problemas adquirirem o formato "extra large" de uma crise mundial. Mas a questão é a seguinte: esse não era um pequeno problema e, pra falar a verdade, nem é problema! É uma situação ultra avassaladora. Acho esquisito eu fazer com que se preocupem com as coisinhas e ao mesmo tempo preferir esconder as coisonas! Porque são as coisonas que realmente fazem com que eu pare pra pensar, enquanto as coisinhas são apenas pequenos problemas que eu enfatizo pra poder passar o tempo e ganhar um ou outro "adulo"!
O dia em que peguei o resultado do exame no laboratório eu pensei: "Putz! Agora ...! " e tentei me controlar, tentei criar um terreno calmo pra resolver a situação. Lógico que demorou tempo suficiente e acabei adquirindo outras formas, mas também foi o tempo que eu precisava para estar suficientemente pronta para as consequências!
Vou ser um tanto quanto metafórica e fazer algumas analogias para explicar como faço para resolver situações - problema:
Início: talvez seria um paraíso. Mas não gosto de castelos irreais de conto de fadas!
Meio: seria uma praia e eu estaria construindo um castelo de areia frágil e rapidamente solúvel!
O dia D: foi um terreno suficientemente firme onde acabei estabelecendo uma fortaleza e pude estar sólida e bem fincada para suportar tantas críticas! Foi quando eu descobri que eu sou uma pessoa mais forte do que aparento e consegui resolver, junto a isto, os meus maiores problemas!
Lógico que me culpo bastante por ter colocado a vida do Heitor em risco ao escolher o segredo e não optar por cuidados necessários, mas hoje eu me sinto reformada e reforçada. Tenho ainda medos, dúvidas, incertezas, lágrimas e gritos de nervosismo, mas eu gosto! Eu sempre vivi o dia D, a hora H das coisas, coisinhas e coisonas!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
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